Financiando o futuro: O que é preciso para salvar um dos maiores lagos do continente Africano?

 

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Immaculate Mutheu
— CONVIDADO ESPECIAL

Immaculate Mutheu

Immaculate tem mais de 15 anos de experiência na área de justiça social e climática, trabalhando com uma organização indígena da sociedade civil e de base comunitária no norte do Quênia.

Atualmente, lidera a área de finanças e administrativa da Friends of Lake Turkana (FOLT), onde coordena uma equipe na implementação de iniciativas estratégicas de finanças e mobilização de recursos, garantindo que as finanças funcionem para todas as pessoas. Ela também preside o comitê de finanças do Conselho Diretor da AngazaNuru e apoia meninas adolescentes por meio de coaching para o desenvolvimento de habilidades para a vida.

Fora do trabalho, gosta de passar tempo com a família, participar das atividades esportivas dos filhos na escola, fazer bolos e outros tipos de confeitaria — algo que considera uma forma de terapia.

*Observação: todas as opiniões e experiências expressas neste podcast são de responsabilidade exclusiva do convidado em caráter pessoal e não refletem a política ou posição oficial de qualquer organização.

Lucía Carrasco
— SUA ANFITRIÃ

Lucía Carrasco

Lucía atua há mais de 15 anos na interseção entre direitos humanos, justiça de gênero e mobilização de recursos — trabalhando com fundos de mulheres, fundações corporativas e organizações da sociedade civil em todo o mundo. Ela lidera o programa de Inovação e Resiliência Financeira (FIRE) na Spring, onde já acompanhou mais de 400 organizações na construção de uma base financeira sólida e sustentável. Atualmente, é tesoureira no Conselho Diretor da FERN.

Fora do trabalho, você pode encontrá-la em diferentes espaços como no ateliê de cerâmica, pesquisando tecidos especiais ou tentando encontrar lugares com climas mais quentes.

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— RECURSOS

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— TRANSCRIÇÃO
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Observação: esta transcrição foi editada para melhorar o fluxo, a clareza e a legibilidade.

[00:00:00] Lucia: O que é preciso para salvar o quarto maior lago do continente africano e, ao mesmo tempo, proteger os direitos, os meios de subsistência e a soberania das pessoas que já chamam esse lugar de lar? Qual o papel de uma pessoa de finanças nesse processo?

[00:00:22] Eu sou Lucia Carrasco e você está ouvindo Determinação, Missão e Números, um podcast que dá voz a profissionais de finanças comprometidas com mudanças sociais, revelando as histórias que os números não contam.

[00:00:38] Hoje estamos conversando com Immaculate Mutheu, especialista em finanças, mãe e ativista, que trabalha com a Friends of Lake Turkana, conhecida como FoLT. Ela atua há dezesseis anos nesta organização indígena liderada por mulheres no Quênia, que nasceu da necessidade de proteger o Lago Turkana, que vem enfrentando impactos causados pela barragem de Gilgi Bi três, e por outros projetos de desenvolvimento na bacia de Omo Turkana.

[00:01:12] Esses empreendimentos têm afetando negativamente os métodos de subsistência das comunidades, agravando conflitos, aumentando a insegurança alimentar e destruindo irreversivelmente ecossistemas essenciais. Foi por isso que a FoLT surgiu, para lutar pela proteção do lago e os meios de subsistência de meio milhão de pessoas indígenas no Quênia e na Etiópia

[00:01:41] Imma, estamos muito felizes por ter você aqui conosco hoje

[00:01:47] Imma: Obrigada, Lucia, pelo convite

[00:01:51] Lucia: Como você entrou para a Friends of Lake Turkana, a FoLT?

[00:01:55] Imma: Em 2009, eu compartilhei um escritório com a minha atual diretora, a doutora Ikal Angelei, e ela tinha acabado de descobrir sobre a barragem de Gib 3. Como ela era da comunidade, isso era realmente uma preocupação. Ela veio falar comigo: "Temos uma campanha acontecendo e preciso de alguém que me ajude a organizar a documentação".

[00:02:12] Eu fiquei muito animada e disse: "Sim, farei isso pra você", porque o ativismo faz parte de mim. Eu sabia que essa seria a minha contribuição para esse movimento

[00:02:44] Mas enquanto fazíamos a campanha e queríamos levar o governo do Quênia à Justiça, nos disseram que precisávamos ser uma entidade registrada para poder fazer isso. Foi assim que a Friends of Lake Turkana nasceu.

[00:03:03] Lucia: E vocês pensaram em sustentabilidade? Pensaram onde essa organização pode estar daqui a cinco, 10 ou 20 anos?

[00:03:15] Imma: De jeito nenhum, pra nós era simplesmente: vamos fazer isso, vamos impedir a barragem e depois voltar às nossas atividades. Então, à medida que avançamos em 2012, Ikal foi reconhecida por seu trabalho com o Prêmio Ambiental Goldman, conhecido como o Nobel Verde. Foi aí que começamos a pensar no futuro. Percebemos que precisávamos ser estáveis como organização para poder apoiar a nossa comunidade. Naquele momento, mal conseguíamos cobrir todos os nossos custos, incluindo nossos custos operacionais. Ficávamos pensando: como podemos guardar algum dinheiro quando nossa comunidade está sofrendo e nem conseguimos cobrir todos os nossos custos organizacionais?

[00:04:14] Lucia: Vocês passaram de uma organização muito, digamos, de base comunitária,

[00:04:19] Lucia: para ganhar destaque internacional e atrair mais doadores e outras partes interessadas no trabalho que vocês estão fazendo. Qual foi o seu papel nessa trajetória, Imma?

[00:04:32] Imma: Um dos meus principais papéis foi estabelecer sistemas, ferramentas e processos dentro da organização. Quando recebemos nossa primeira doação, tudo o que queríamos era pagar nossas contas e nossos credores. Mas à medida que começamos a receber recursos, dez mil, vinte mil dólares, percebemos que os doadores estavam nos pedindo políticas que não tínhamos. Então, o que fizemos como uma organização jovem? Ah, nos deem as políticas que vocês têm, nós vamos usá-las. Mas com o passar dos anos, percebemos que havíamos adotado práticas de organizações que, na realidade, não eram adequadas para nós. Como uma organização indígena de base comunitária, localizada em uma região marginalizada, enfrentamos muitos desafios, então aquilo que havíamos adotado não funcionava para nós. Um dos meus papéis foi dar um passo atrás e estabelecer sistemas, ferramentas e práticas que realmente funcionassem para nossa organização, porque percebemos que sempre que passávamos por uma auditoria, acabávamos discutindo com os auditores. Dizíamos: "Não, vocês não entendem." E eles sempre respondiam: "Mas é isso que está na política de vocês." E nós ficávamos: "Ah, tá bem." Foi assim que começamos a entender isso

[00:06:15] Lucia: você disse que como uma organização que estava no território e liderada por indígenas, vocês enfrentaram muitas limitações e muitas coisas não se adaptavam às políticas que vocês haviam adotado. Imma, você poderia compartilhar conosco algum exemplo concreto de um momento revelador pra você? Alguma lembrança de quando o auditor ou a auditora chegou e você pensou: Ah, não, por que temos que passar por isso se não tem nada a ver com a nossa realidade?"

[00:06:56] Imma: sim, havia um projeto que estava sendo auditado e uma das perguntas foi: por que não tem nenhuma lista de participantes? A reunião foi realizada em um ambiente informal, debaixo de uma árvore, em algum lugar da comunidade. É muito difícil controlar quantas pessoas participaram porque as pessoas chegam e vão embora em horários diferentes.

[00:07:22] Nós não oferecemos reembolso de transporte nem pagamos as diárias, sabe? A única coisa que fizemos foi abater uma cabra que as mulheres cozinharam e compartilhamos debaixo da árvore com a comunidade. Éramos aproximadamente duzentas pessoas. Realizamos nosso encontro, que foi muito produtivo, e depois voltamos pra casa.

[00:07:44] Mas aí o auditor disse: "Precisamos de um processo de compras para as cabras que vocês compraram". Meu Deus! Precisamos saber como vocês escolheram as pessoas que levaram a água nos caminhões-pipa, porque fornecemos água para as mulheres, para que elas pudessem se sentar e ouvir durante o tempo em que normalmente gastariam buscando água no rio.

[00:08:13] Então nos perguntavam por que não havia uma lista de participantes e, ao mesmo tempo, nós tínhamos alimentado as pessoas. Esse era o tipo de discussão que tínhamos. Para nós, isso não era realista porque uma vez que você pede pra alguém assinar, está dizendo: "Vou te remunerar, vou te dar alguma coisa". Então, pra não criar esse tipo de expectativa, não fazemos listas de participantes nas reuniões informais

[00:08:48] Lucia: Vocês conseguiram negociar essas políticas com seus doadores?

[00:08:57] Imma: Sim, posso dizer que há uma década a resposta seria um não categórico. E quando um doador nos dizia isso, respondíamos: tudo bem, então convidamos vocês para vir até aqui, vamos ao território, conheçam a nossa realidade, venham vivenciá-la. Alguns diziam: não, não, não, não vamos até aí. Ouvimos dizer que é uma área de alto risco.

[00:09:24] Outros diziam: sim, vamos. E vinham até o território e quando chegavam, diziam: agora entendemos. Então essas são algumas das práticas culturais e dos valores que precisamos ajudar nossos doadores a compreender.

[00:09:49] Lucia: Como vocês conseguiram deixar de depender dos doadores e começar a pensar na sustentabilidade a longo prazo?

[00:10:03] Imma: Naquela época, eu acho que noventa por cento do nosso financiamento vinha de fundos bilaterais, e isso não era muito bom, porque nossa estrutura de financiamento não era saudável. Eu diria que elaborávamos nosso orçamento com base no que achávamos que iríamos receber ou conseguir captar, e assim caíamos no ciclo da escassez.

[00:10:29] Então o passo seguinte foi: vamos elaborar o orçamento de acordo com as nossas necessidades, porque quando fazemos isso, conseguimos saber se estamos tendo um superávit ou um déficit. Hoje diversificamos nossas fontes de receita. Temos recursos de fundos multilaterais e bilaterais, de fundações públicas e privadas, de financiadores de movimentos e também de pessoas físicas.

[00:11:00] Além disso, também geramos receita própria. Temos dois tipos de reservas de capital. Temos as chamadas reservas operacionais. Elas têm alta liquidez e devem estar disponíveis em até setenta e duas horas, porque são destinadas a cobrir despesas recorrentes de curto prazo, sejam elas despesas do dia a dia ou mensais, caso tenhamos algum déficit de financiamento.

[00:11:29] Para nós, as reservas operacionais foram realmente muito úteis e nos ajudaram bastante, quando, por exemplo, durante a Covid, tínhamos contratos e memorandos de entendimento assinados, mas ocorreu um atraso no desembolso dos recursos. Então, para nós, as reservas operacionais foram fundamentais. Idealmente, recomenda-se ter entre seis e doze meses de reservas operacionais

[00:12:03] Lucia: Foi fácil para a FoLT criar reservas?

[00:12:10] Imma: É preciso entender o contexto da organização, o ambiente em que ela atua. A legislação tributária do seu país permite que uma organização sem fins lucrativos tenha reservas de capital? A legislação permite isso? E se não permite, quais outras opções você tem? Quando você está construindo suas reservas de capital, é preciso ter saído do ciclo da escassez ou estar saindo dele.

[00:12:41] Não é possível construir reservas de mudança se não tiver reservas operacionais. Uma é pré-requisito para a outra.

[00:12:54] Lucia: Então, as reservas operacionais que têm alta liquidez são recursos que você pode utilizar muito rapidamente. Eu diria que funcionam como uma espécie de colchão financeiro para a organização e são calculadas com base no custo mensal da organização. É assim que você calcula quanto precisa ter em reserva.

[00:13:12] Imma: Sim, isso mesmo.

[00:13:27] O segundo tipo de reserva de capital é o que chamamos de capital para mudança. O capital para a mudança pode se apresentar de duas formas: quando você tem uma ideia inovadora que pretende desenvolver no futuro e a segunda é na forma de terrenos e edifícios.

[00:13:47] E é aí que vimos isso funcionar. Tivemos sorte porque uma das fundações privadas que nós procuramos quando expressamos nossa necessidade de ter um escritório, nos forneceu o capital inicial. Foi assim que compramos terreno e construímos nosso escritório. Você pode usar isso para gerar economia, por exemplo, com aluguel.

[00:14:10] Em segundo lugar, pode usá-lo como garantia, porque aprendemos que o financiamento não é apenas para organizações de fins lucrativos, mas também para organizações sem fins lucrativos. Você pode usar os ativos que possui como um prédio e um terreno. Para nós, o título de propriedade é uma garantia. Em situações em que o financiamento atrasa, você pode procurar uma instituição financeira e solicitar um cheque especial ou um empréstimo, usando esse título de propriedade como garantia.

[00:14:55] Lucia: Teve alguma tensão em torno da criação de reservas dentro da equipe, no conselho, entre os doadores?

[00:15:09] Imma: Criar e construir as reservas de capital realmente não foi nada fácil. Preciso mencionar que não é fácil nem mesmo começar. É preciso ter resiliência, paciência e disciplina, mas é ótimo tê-las. Então, eu e minha diretora estávamos realmente convencidas da importância de ter reservas de capital e sabíamos que isso iria funcionar para nós. Sabíamos o quanto era importante. Para começarmos, precisávamos da aprovação do nosso conselho. E realmente não foi fácil tentar convencer o conselho porque precisávamos separar dinheiro quando estávamos atendendo a uma comunidade tão necessitada. O conselho dizia: "Não, não, não. Nós realmente não podemos guardar dinheiro quando nossa comunidade precisa desse recurso." tinha uma questão moral. Então tivemos que apresentar nosso caso. Como vamos atender a nossa comunidade se não tivermos um escritório? Se não conseguirmos pagar as pessoas que vão realizar esse trabalho? Foi então que eles perceberam o quanto é, e continua sendo, fundamental ter reservas de capital para sustentabilidade de uma organização.

[00:16:37] Depois que conseguimos o apoio do conselho, o resto ficou fácil.

[00:16:45] Lucia: E existem riscos?

[00:16:48] Imma: Sim, os riscos são muitos, mas os retornos são bons e vale a pena correr esses riscos. O primeiro é a inflação. É como dar um passo pra frente e dois pra trás. Por causa da inflação, o dinheiro que você guardou já não vale o mesmo que valia quando você fez o planejamento.

[00:17:13] O outro são as flutuações cambiais. Quando você opera em uma economia instável, percebe que realmente não é aconselhável investir no próprio país. Então, em situações como essa, especialmente nessa parte do sul global, talvez seja melhor investir seu dinheiro fora do país, em uma moeda estrangeira, para ficar mais protegido.

[00:17:40] Para nós, o investimento de baixo risco que consideramos adequado para as nossas reservas operacionais foi uma conta de depósito a prazo fixo em um banco O que posso dizer é que mesmo quando vocês estiverem planejando investir suas reservas de capital, avaliem a tolerância ao risco da organização e saibam exatamente onde e como investir suas reservas de capital

[00:18:14] Lucia: Sem dúvida, é muito importante ter uma compreensão clara do nível de tolerância ao risco. O que os doadores disseram quando vocês apresentaram essa ideia de um fundo de reserva? Pergunto isso porque é algo que escutamos com frequência de líderes de todo o mundo por meio do nosso programa de inovação e resiliência financeira: ninguém vai nos dar dinheiro pra isso. Como foi a experiência de vocês? Vocês incluem isso em todas as propostas que apresentam aos doadores?

[00:18:51] Imma: Sim, incluímos. Algumas perguntam, especialmente as multilaterais e bilaterais: "O que é isso que vocês estão incluindo?" Alguns dizem: "Ah, achamos que é uma boa ideia, vamos ver como podemos trabalhar isso. Alguns até aconselham: "Simplesmente incluam como fortalecimento institucional."

[00:19:22] Começar com as reservas operacionais não foi fácil. Então recebemos uma doação de uma pessoa de quinhentos dólares. Aqui na África, especialmente no Quênia, temos um ditado que diz que aos poucos se enche a cesta. Então, o que posso dizer é que nunca é pouco demais para começar a criar suas reservas operacionais.

[00:19:46] Com isso, conseguimos mostrar que já tínhamos começado quando apresentamos nossa proposta

[00:19:55] Lucia: Isso é incrível. Vocês começaram com uma doação de $500 e onde estão agora? Quantos meses de operação aproximadamente vocês conseguem cobrir?

[00:20:12] Imma: Um ano, mas também posso dizer que as reservas operacionais se esgotam. Mas é preciso ter uma boa estratégia para continuar repondo-as. Por exemplo, nossa política estabelece que elas não podem ultrapassar um determinado limite, mas também não podem ficar abaixo de três meses.

[00:20:33] Então, quando chegam a três meses, precisamos pensar em como repô-las. Portanto, não se sintam desanimados quando perceberem que suas reservas operacionais estão diminuindo. Isso é normal. É pra isso que elas existem. Elas servem como uma proteção, como um colchão de proteção para a organização, mas é importante continuar trabalhando e ter uma boa estratégia para repô-las continuamente, de modo a manter entre seis e doze meses

[00:21:07] Lucia: Com certeza. É preciso ser estratégico/estratégica sobre como utilizar e repor essas reservas. A partir dessa experiência, que conselho você daria a outras pessoas da área financeira que estão pensando em construir reservas de capital?

[00:21:25] Imma: O que realmente me vem à mente é: por favor, não pensem que vocês estão retendo dinheiro ou benefícios que deveriam chegar às pessoas que vocês atendem. Saibam que vocês estão se protegendo para poder apoiá-las. E lembro, sejam ousados ao fazer o pedido.

[00:21:47] O pior que um parceiro financiador pode dizer é não, mas pelo menos vocês tentaram. Se não pedirem, não vão conseguir. Posso dizer com certeza, depois de dezesseis anos de experiência, que a maioria dos parceiros financiadores têm esses recursos, especialmente as fundações privadas. Sejam intencionais em relação a isso.

[00:22:14] Estejam preparadas para apresentar a proposta e tenham uma estrutura clara. Ter reservas de capital também comunica ao doador que a sua organização é muito confiável e responsável, que não pensa apenas no presente, mas também no futuro

[00:22:36] Lucia: Ótimos pontos, Imma. Gosto especialmente da parte sobre intencionalidade e quero reforçar o seu convite para quem está nos escutando. Ouse pedir, ouse negociar com seus doadores e quando for pensar na sustentabilidade e na saúde financeira da sua organização, considere também o papel que as reservas de capital podem desempenhar nessa trajetória

[00:23:05] Imma: Com certeza. E acho que minha mensagem final seria que finanças são para todas as pessoas, não apenas para quem trabalha com finanças. Para que muitos desses conceitos funcionem, é preciso trabalho em equipe

[00:23:28] Entre em contato conosco se tiver alguma dúvida ou quiser propor algum tópico para os próximos episódios. Os recursos mencionados estão disponíveis em https://www.springstrategies.org/podcast.

[00:23:46] "Determinação, Missão e Números" é um podcast sobre as histórias não contadas de profissionais de finanças que atuam para mudanças sociais, produzido pela Spring Strategies.

[00:23:54] O conteúdo apresentado não constitui aconselhamento jurídico, fiscal ou financeiro. Obrigada por ouvir.

[00:24:26] Este podcast é apresentado e produzido por Lucía Carrasco. Editado pela Canadian Podcasting Productions. A equipe da Spring Strategies ofereceu suporte adicional na edição, comunicação e produção. Música de Frontera Bugalu e Lawd Ito, cortesia da Epidemic Sound.

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Aviso legal: Determinação, Missão e Números é um projeto da Spring Strategies. O conteúdo apresentado neste podcast e neste site tem caráter exclusivamente informativo e educacional. Ele foi criado como uma plataforma de aprendizagem entre pares e de compartilhamento de histórias entre lideranças de justiça social, e não constitui aconselhamento jurídico, fiscal ou financeiro profissional. Como leis e regulamentações variam significativamente entre países e jurisdições, recomendamos que ouvintes consultem profissionais qualificados em seus contextos locais antes de tomar decisões financeiras ou organizacionais relevantes.